quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Roma - roma-ma..." ♪



"De Rômulo e Remo à República e ao Império"

Continuando as postagens 'teóricas', chegou a hora de falar sobre Roma antiga, que é sem dúvidas, um dos maiores impérios da antiguidade.

O surgimento desse império é incerto, pois não há registros concretos sobre a origem da civilização romana. No entanto, existe uma lenda que explica como Roma surgiu. Segundo ela, Roma teria sido fundada por dois irmãos: Rômulo e Remo. Os dois foram abandonados pelo pai ao nascer e só sobreviveram por terem sido alimentados por uma loba. Quando os dois irmãos cresceram, vingaram-se do pai e receberam a missão de fundar uma cidade no local onde foram encontrados pelo animal.
Os irmãos teriam fundado a cidade em 753 a.C. O próprio nome dessa localidade derivou do nome um deles (Rômulo), que acabou matando seu irmão Remo devido a disputas políticas.


Podemos começar a contar a história de Roma, a partir da monarquia. Nesse período, (entre 753 a 509 a.C.), os romanos viviam da agricultura. A sociedade dividia-se em quatro grupos, nos quais eram levados em conta a posição política, econômica e social de cada pessoa. Esses grupos eram: patrícios, plebeus, clientes e escravos.

Os patrícios seriam descendentes dos fundadores lendários de Roma e possuíam as principais e maiores terras. Eles formavam a aristocracia, e tinham direitos políticos, formando o governo. Já os plebeus eram descendentes de populações imigrantes, dedicavam-se ao comércio e ao artesanato. Eram livres, mas não tinham direitos políticos. Os clientes, também eram forasteiros, que trabalhavam diretamente para os patrícios, numa relação de proteção e submissão econômica.Os escravos eram aqueles que não podiam pagar suas dívidas e, portanto, tinham que se sujeitar ao trabalho forçado para sobreviver.

A civilização romana foi marcada por diversos conflitos e conquistas, o que proporcionou a expansão de seu território, consolidando assim, o Império romano. Uma nova forma de governo, baseada na república, se estabeleceu, propondo uma nova divisão de poderes entre o Senado, os Magistrados e as Assembléias.

Em relação à arte, podemos dizer que muito da arte romana teve influência grega. Em geral as esculturas, pinturas e o estilo arquitetônico eram bem similares.












As vitórias do Rei e do Imperador nas batalhas eram um tema comum de representação nas obras romanas.









Os romanos tinham uma religião politeísta. Cultuavam deuses, astros e imperadores. Eles acreditavam que os deuses e os astros eram a favor de Roma, em consequência das conquistas e da expansão do território.

Eles tinham uma noção de realismo e praticidade (realismo x idealismo); Buscavam a contemplação de coisas imediatas; Tinham preocupação com o espaço e não com o tempo.

A figura da mulher na sociedade romana era desvalorizada. Elas não tinham direitos. Sua única ocupação era cuidar do lar.


Crise e decadência do Império Romano:
Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Diminuia também o pagamento de tributos originados das províncias.
Os povos germânicos, estavam forçando uma invasão pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla. Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.


Fontes de pesquisa:
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u65.jhtm
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/

terça-feira, 18 de maio de 2010

Expo Andy Warhol





Local: Estação Pinacoteca.
Até dia 23 de maio (tá acabando!)

Warhol é o nome mais conhecido do movimento chamado pop art, surgido na Inglaterra na década de 1950, mas que floresceu somente nos anos 1960. Os artistas da época usavam produtos do capitalismo (como embalagens e propagandas) para expressar arte, fazendo assim uma crítica ao consumo de massa.



A exposição Andy Warhol, Mr. America conta com São 44 filmes, 26 pinturas, 58 gravuras, 39 fotos e duas ilustrações.

Grécia antiga

"Ao longo de sua trajetória, os gregos elaboraram práticas políticas, conceitos estéticos e outros preceitos que ainda se encontram vivos no interior das sociedades ocidentais contemporâneas"

Acredito que a coisa mais legal em relação à Grécia é a religião baseada na adoração de vários Deuses. Quem nunca ouviu falar sobre a mitologia grega, sobre Zeus, Apolo, Afrodite...?

Pode-se dizer que a religião grega era marcada por uma forte marca humanista, uma vez que os deuses possuíam características humanas. Zeus era o 'deus dos deuses' e comandava todos os demais do topo do monte Olimpo. Atena era a deusa das artes; Apolo deus do Sol; Ártemis deusa da caça e protetora das cidades; Afrodite deusa do amor, do sexo e da beleza corporal; Démeter deusa das colheitas, dentre outros.
A mitologia também teve sua importância para a civilização grega, pois através das lendas e dos mitos, eram transmitidos ensinamentos.


(Imagem representativa de Zeus)


Uma coisa interessante de saber é que na civilização grega surge a noção/idéia de justiça e democracia, fazendo com que a 'ordem' fosse transferida para o homem.
"Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente". (Sócrates)

A filosofia atinge um desenvolvimento surpreendente, por volta do século V. Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período. Esse desenvolvimento ocorre, porque o homem passa a fazer questionamentos de origens existenciais, diferentemente da civilização egípcia, uma vez que os egípcios não se questionavam. Tais questionamentos e dúvidas do homem eram representados através da arte. Sócrates se questionava muito sobre a verdade, e o que ela representava.
"A verdade não está com os homens, mas entre os homens".
"Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir".
(Sócrtates)


Os gregos antigos se destacaram muito no mundo das artes. As esculturas, pinturas e obras de arquitetônicas, mostram ideais estéticos, beleza e perfeição. Os artistas buscavam representar cenas cotidianas, acontecimentos históricos e, principalmente, temas religiosos e mitológicos

Na arquitetura, os gregos ergueram palácios, templos e acrópoles de mármore, como uma forma de homenagem aos Deuses. A arquitetura grega mostra três estilos: o dórico, o qual caracterizava-se pelo estilo com poucos detalhes, transmitindo uma sensação de firmeza; o coríntio, usando detalhes excessivos; e o jônico, estilo que transmitia leveza e fazia uso de bases circulares.
Um dos templos gregos mais conhecidos é a Acrópole de Atenas (O "parthenon" de Atenas), que foi construído entre os anos de 447 a 438 a.C. Além das funções religiosas, o templo era utilizado também como ponto de observação militar.



Essa imagem nos transmite a idéia de algo rígido, concreto, durável e também demonstra uma certa imponência e poder.



Aqui podemos pensar que as colunas foram construídas com 'imagens' de mulheres para mostrar sua importância na civilização grega. Podemos pensar que neste caso as mulheres servem de sustentação, de suporte, base.

As esculturas gregas transmitem uma forte noção de realismo e proporção, pois os escultores gregos buscavam aproximar suas obras ao máximo do real, utilizando recursos e detalhes. Nervos, músculos, veias, expressões e sentimentos são observados nas esculturas. A forma física era extremamente importante, e representava um ideal de beleza.
Uma das categorias estéticas fundamentais para os gregos era o movimento, o que pode ser claramente percebido nas esculturas.






Referências de pesquisa:
http://www.brasilescola.com/historiag/grecia-antiga.htm
http://www.suapesquisa.com/grecia/arte_grega.htm
http://www.suapesquisa.com/grecia/

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O antigo Egito



Falar sobre a civilização egípcia com certeza fascina a todos. Só de pensar que eu quase fui pra lá... É sério, participei do "imagine Cup"(um concurso realizado para estudantes pela Microsoft)na categoria fotografia. Eu e minha dupla passamos para as semi finais e a final ia ser no Egito .. mas infelizmente não rolou.. HAHAHAHAHA Pelo menos as aulas ajudam a matar a curiosidade desse lugar tão místico...

Os egípcios tinham uma 'necessidade de religião'. Religião no sentido de se ligar a algo exorbitante e exuberante, como uma necessidade existencial, um sentimento metafísico, 'além mundo'. Foi a partir da religião que a civilização egípcia surgiu e se manteve.

Uma coisa importante de ser dita é que os egípcios possuíam uma noção de eternidade, e que essa noção os fundamentava existencialmente. Eles entendiam a palavra progresso como um sentido de espiritualidade, era a evolução espiritual que os faziam alcançar a eternidade.

As categorias estéticas usadas pelos egípcios nos remetem a um sentimento de ordem, de organização. Elas são: simetria; geometria; verticalidade; equilíbrio; poder; imponência; potência; hierarquia; beleza; durabilidade; eternidade; Esses aspectos formais e estéticos podem ser claramente percebidos quando vemos as incríveis pirâmides e esfinges construídas pelos egípcios.



Essa imagem mostra as pirâmides de Gizé. É fácil perceber sua simetria, sua forma geometrizada. Podemos interpretar as pontas para cima numa tentativa de mostrar o sentimento metafísico que eles tinham. As pirâmides são imponentes, se destacam, demonstrando poder.

Os símbolos (hierógrafos) são os sinas de escrita dessa civilização. A cobra representava a sabedoria, o leão a força. Há tambem o olho de hórus, o escaravelho, dentre muitos outros. Os egípcios tinham um padrão de higiene elevado. Eles preferiam usar em suas vestimentas roupas de linho, uma vez que consideravam fibras amnimais impuras. Além disso, o linho era mais fácil de ser lavado. Homens e mulheres usavam muitos adornos. A roupa representava uma hierarquia social, quanto mais vestes no corpo, mais a pessoa estava no topo da hierarquia, sendo que os escravos andavam quase ou totalmente nus.

Os egípcios adoravam o faraó como a um Deus. Era considerado um deus vivo, filho de deuses e intermediário entre estes e os homens. Era objeto de culto, sendo assim uma pessoa sagrada. A ele pertenciam todas as terras do país e para ele todos deveriam pagar tributos e prestar serviços.O governo do faraó era uma monarquia teocrática, ou seja, uma monarquia considerada de origem divina. Na sociedade egípcia desenvolveu-se o chamado modo de produção asiático, em que todas as terras pertenciam ao Estado e os camponeses das aldeias tinham o direito de cultivar o solo desde que pagassem um imposto coletivo. A base da economia era a agricultura. O Estado intervinha na economia controlando a produção, recrutando mão-de-obra e cobrando impostos.

Fazendo um paralelo desta civilização com a moda, temos o desfile do estilista John Galliano para a Dior. O desfile foi inspirado no Egito, vale a pena conferir!



Percebe-se que as roupas da coleção transmitem os ideais estéticos egípcios. os símbolos estão sempre presentes nas criações. Além disso, as modelos sempre se curvam para trás, ficando de perfil, o que mostra mais uma característica egípcia, pois para os egípcios o 'padrão de beleza' era o perfil, considerada por eles a melhor forma de se ver o rosto.

(Fonte de pesquisa: http://www.culturabrasil.org/egito.htm)